Benvindo ao Blog Carro Sem Dúvida !


Caro Leitor, gostaria muito de ouvir suas dúvidas automotivas e também sua opinião, seja sobre temas a tratar, carros a avaliar, tendências tecnológicas ou outro assunto afeto à temática deste blog. Alerto que algumas funções do blog não funcionam bem no Internet Explorer, use outro navegador.

Mande suas perguntas para blogdoronaldomartins@gmail.com. Terei prazer em responder.


O blog agora tem o seu próprio endereço, onde passarei a fazer os novos posts, em carrosemduvida.com, mas lá continuarei com as cinco linhas principais, as quais comento aqui abaixo e à esquerda.


Obrigado pela visita, Ronaldo Martins.


Mostrando postagens com marcador FAQs. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Mais um Palio 1.0 fumando...

Em Abril publiquei uma dúvida do Jonas (http://carrosemduvida.blogspot.com.br/2012/04/palio-10-16v-fire-fumando.html). O leitor J.W. está enfrentando o mesmo problema, ele escreveu:

"estou com o mesmo problema do Jonas, o carro em si é o mesmo modelo e ano, Palio 1.0 16v ano 2001, o caso foi que mandei aplainar o cabeçote e trocar junta, e agora tá queimando óleo (fumaça branca), notei que o nivel do óleo baixo..."

J.W. o serviço que você fez resolveu apenas uma parte do desgaste natural para um carro desta idade, mas não chegou ao ponto chave da questão da queima de óleo. Com o desgaste, os anéis passam a não "raspar" o óleo das camisas dos cilindros e ele acaba "sobrando" para dentro da câmara de combustão e queimando junto com a gasolina.

Para resolver o problema da queima de óleo, você vai ter que reabrir o motor, trocar anéis e retificar os cilindros. Aproveite para verificar os mancais (fixos e móveis) que nesta altura devem estar com folgas acima das toleráveis. A despesa não será pequena. Neste meio tempo, verifique o nível de óleo a cada 100 km rodados e vá completando na medida do necessário (não passe do limite máximo indicado na vareta).

Boa sorte.

domingo, 2 de junho de 2013

Trocando o C4 Pallas por um carro novo.

Meu amigo Marcelo tem um C4 Pallas 2.0 com mais de dois anos de uso.

A família vai aumentar, o C4 ainda está na garantia de fábrica (3 anos) e vai ser substituído por um modelo novo em 2014. Hora certa de trocar!

Os critérios são: não gastar muito mais que R$ 70 mil, ter um bom porta-malas e ser bem confiável, afinal, haverá sempre um bebê a bordo!

Dois destaques nestes critérios dentro dos

sábado, 25 de maio de 2013

Barulho no motor do Siena 2003.

O leitor Murilo comprou um Siena 2003, que está fazendo um barulho estranho, segundo ele, parece "um assobio de turbo", localizado próximo da polia superior da correia dentada.

Como ele não conhece a história do carro (e o carro não tem turbo...), estou sugerindo a ele que troque a correia e o tensionador (esticador). Esta é uma ação preventiva que pode evitar grandes gastos. 

Vale lembrar que o assobio pode estar vindo do rolamento da polia, que deve ser verificado durante a troca e

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Primeiro carro por menos de R$ 45 mil !


A leitora Ana me escreveu:

"...Estava procurando na internet sobre carros até 40 mil e encontrei seu blog, gostei muito!
Tenho 21 anos e estou comprando o meu primeiro carro, apesar de já dirigir muito o carro da minha família. Então, como já tenho um tempinho dirigindo, fui escolher meu carro sozinha.
Estou doida para comprar um Picanto da Kia, mas também receosa com o que me espera, visto que já li muitas reclamações a respeito. Como já tenho a maior parte do valor do carro, estou comprando um Picanto, 1.0, automático, com tudo (comando no volante, ar, trava, retrovisor elétrico, roda de liga leve, farol de neblina e mais algumas coisas) por R$41.800,00. Ou seja, muito barato, pois o preço dele chega a R$46.000,00. Consegui esse preço também pq ele é 2012/2013.Também olhei o Onix da Chevrolet, não me encantei muito. É um carro grande para o que eu estou precisando. O HB20 esta fora de cogitação, demora demais para chegar. Será que você pode me ajudar?"

Ana, suas dúvidas se justificam. O Picanto é um carro interessante, mas as reclamações sobre ele são recorrentes. Veja os comentários que fiz sobre o Picanto do casal Guilherme e Carmen. Eles já me avisaram que o carro está com novo problema, depois de resolvidos aqueles que descrevi aqui no BLOG.

Acho o Onix uma opção interessante, mas se você acha ele grande, não vou abrir nem opções do mesmo tamanho (Toyota Etius, Fiat Palio ou Ford Novo Fiesta). Nesta faixa de tamanho, só restam o Novo Uno e os chineses (estes eu não recomendo). 

Como o nível de acabamento e acessórios do Picanto é bem alto, ele fica sozinho nesta faixa de preço e tamanho, mas sugiro que você repense seus valores, já que um Novo Fiesta te ofereceria muito mais conforto e desempenho, pelo mesmo valor que você está disposta a gastar.

Em tempo, ele nem é tão grande assim...faça um test-drive com os dois, duvido que você realmente opte pelo Kia.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Semi-novos ou usados, qual comprar?

O O Globo e a Folha de São Paulo, publicaram recentemente matérias sobre carros semi-novos e usados. Ambas procuraram traçar fronteiras entre as duas categorias e deram opiniões como o consumidor de carros "de segunda mão" (para generalizar) deveriam encarar uma compra de um carro destes.

Meu amigo Guilherme, que não compra carro usado, pediu para eu comentar o tema, em prol da maioria dos leitores. Boa proposta!

Primeiro comentário seria pelo critério de separação: semi-novos ou usados, são USADOS, mais ou menos usados, mas

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dúvidas sobre a compra de carro popular 0 km.

Um amigo quer comprar um carro popular para o filho, que entrou na faculdade (sorte do garoto, pois no anúncio da Prefeitura do Rio, a recém universitária ganhou um RioCard e foi de ônibus, para ser feliz...se é que alguém pode ser feliz andando nos ônibus do Rio!).

Voltando ao tema, os critérios são: carro de duas portas, com ar condicionado de fábrica e pelo menor preço possível.

Dentro deste critério sugeri ao meu amigo que incluísse os custos de seguro e de manutenção, afinal, será ele mesmo que vai pagar por estas contas...

Olhando por estes aspectos objetivos e não tocando naqueles intangíveis (como beleza, por exemplo), disse a ele que a melhor opção seria o Renault Clio de duas portas. 

Explico: o Clio 1.0 tem preço similar (ou mesmo inferior) ao dos competidores diretos com motores 1.0 (Palio na versão antiga, Novo Uno, Gol geração IV, Fiesta na versão antiga e Celta), mas leva vantagem na manutenção, pois tem três anos de garantia. O seguro dele também é dos mais baratos. Já o motor (77 cv) rende mais que os dos competidores. 

Seria a minha opção neste momento, ainda que sabendo que o modelo está com os dias contados (como também algumas das outras alternativas).

Outro ponto positivo é a simpática gama de itens de decoração externa que a Renault está oferecendo, que persolaliza o Clio sem grandes investimentos. Já vi algumas unidades na rua com estes itens e gostei.

sábado, 6 de abril de 2013

Falhas elétricas em carros com mais de 10 anos.

O Ângelo me disse que o Kadett dele está apresentando várias falhas elétricas e que ele pretende trocar todo o chicote do carro.

Sugeri a ele que, antes de trocar o chicote inteiro, que é um serviço caro e complicado, que observe a caixa de fusíveis. Ela pode ser a causa das falhas.

Com o tempo, a umidade e a sujeira acabam dando passagem elétrica entre os circuitos, causando as falhas.

Minha sugestão foi:

domingo, 17 de março de 2013

Pneus de medidas nominais iguais podem ser diferentes?

Este assunto já foi tratado aqui no BLOG, mas as perguntas são recorrentes: pneus de medidas nominais iguais podem ser diferentes?

A resposta é sim. Não deveriam ser, mas são.

Pneus de fabricantes diferentes e com medidas nominais iguais (por exemplo: 195.60.15) colocados lado a lado, mostram claramente que são diferentes.

Já vivenciei a experiência, quando troquei os pneus do meu Accord, tinha dois Firestones na frente e queria voltar aos Michelim que equipavam o carro originalmente, quando foram desmontados, fiquei impressionado com a diferença de tamanho (que não podia ser atribuida ao desgaste).

Esta é uma das razões para que sempre se troquem os pneus aos pares, sempre da mesma medida e mesma marca.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Óleo do CVT do Nissan Sentra

 Foto: Marc Lachapelle - Câmbio CVT (continuously variable transmission)



O Marcelo, que tem um Nissan Sentra 2.0, com câmbio CVT, me escreveu:


"...poderia me ajudar a saber a hora da troca e quantos litros?..."

Respondo:

Não consegui a informação aqui no Brasil, mas este carro, que é fabricado no México e exportado para o Brasil e para os EUA, tem vários fóruns de proprietários por lá, que contam com apoio da própria Nissan.

Neles consegui as seguintes informações:
  • a inspeção do nível de flúido deve ser feita a cada 20 mil km ou anualmente, o que ocorrer primeiro,
  • a troca do flúido deve ser feita a cada dois anos, ou 75 mil km, o que ocorrer primeiro,
  • se o carro reboca cargas com frequência, o flúido deve ser substituído a cada 30 mil km,
  • o flúido é específico para câmbios CVT, não use óleo de transmissão manual ou de câmbio automático convencional,
  • o volume de flúido é de aproximadamente 6,5 litros.

terça-feira, 5 de março de 2013

"Economizador" de combustível...


Até hoje o POST é um dos mais lidos, sinal que a propagando do "economizador" tem tido sucesso, mas felizmente, como a leitora Cris, os interessados estão buscando informações aqui no CARRO SEM DÚVIDA.

A leitora Cris escreveu: "Obrigado..... Parece besteira, mas estas respostas são realmente importantes para os "leigos" no assunto... Obrigado por ajudar...".  

A Cris fez a coisa certa, antes de gastar dinheiro com um produto que faz promessas mirabolantes, procurou se informar e evitou de gastar dinheiro à toa.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Dauphine com motor VW-AP

O Ricardo, preocupado com os atrasos do programa espacial brasileiro, resolver fazer seu próprio "foguete" e me escreveu:

"...tenho um Dauphine 61 no qual quero adaptar um motor AP Vokswagem, qual a caixa de marcha que poderia ser compatível? A da Kombi a diesel está difícil de encontrar por conta dos triciclos, o que fazer?"

Ricardo, a melhor opção é investir um pouco mais de tempo procurando uma caixa da Kombi diesel, pois com ela você não faria adaptações. Uma opção que não também deve ser fácil encontrar é a caixa da nova Kombi 1.4 a gasolina, mas é possível que você tenha que adaptar alguma coisa no flange (não sei se a furação acompanha o padrão anterior dos APs, acho que sim).

Se estas duas alternativas forem inviáveis, a caixa de qualquer AP pode ser usada, mas aí requerendo adaptações internas para inverter o movimento. Trabalho caro e de resultados incertos. Eu não optaria por esta.

Quando o "foguete" ficar pronto, me mostra! Vale lembrar que na década de 60 eles dominaram as pistas de corrida brasileiras...

Para quem não sabe o que é um Dauphine...esta é a capa da Quatro Rodas número 15.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Peso, cargas e desempenho.

Um dos posts mais visitados neste BLOG é o que trata de Peso em Ordem de Marcha e de Peso Bruto de um veículo (veja em http://carrosemduvida.blogspot.com.br/2012/02/o-que-sao-o-peso-em-ordem-de-marcha-e-o.html).

Vários leitores vem perguntando sobre a influência do peso no desempenho do carro. Esta é uma dúvida recorrente, e antecipo, a influência é grande.

Já comentei no BLOG que o desempenho de um carro depende de muitos fatores, os principais seriam:
  • peso do cargo
  • carga e passageiros embarcados
  • potência do motor (curva)
  • torque do motor (curva)
  • relaçôes de redução da caixa de marchas e do diferencial
  • perdas mecânicas na transmissão
  • coeficiente aerodinâmico
  • pneus (atrito e deformação, variáveis com a pressão)
Se nos concentrarmos nos primeiros, para simplificar o raciocínio, poderíamos dizer que quanto menor a carga e o número de passageiros, melhor será o desempenho do carro. Parece óbvio, mas os números impressionam. Vou gerar um exemplo:
  • vamos pensar num carro 1.0, de 900 quilos de peso, com motor de potência máxima de 80 HP. Se ele estiver sendo dirigido por um motorista de 80 quilos, que leva uma mala de 20 quilos, teremos um peso bruto de 1000 quilos, "deslocados" por 80 HP. Teremos uma relação de 12,5 kg deslocados por cada HP. 

Já se no mesmo carro colocarmos o número máximo de passageiros (5, ou 350 quilos) e a carga máxima (60 kg), teremos o peso bruto subindo para 1350 quilos, que serão "deslocados" pelos mesmos 80 HP, o que leva a que cada HP do motor será responsável por deslocar 16,4 quilos. Um enorme acréscimo! 

Para manter a mesma potência do carro "vazio", o motor deveria ter 105 HPs.

O mesmo cálculo pode ser feito para o torque máximo disponível. Esta é a razão pela qual vemos sedãs médios cheios, "levando podeira" de carros 1.0 vazios nas subidas de serra.

Veja um exemplo típico para um sedã médio. Peso 1250 quilos, potência 130 HP, carga de passageiros 350 quilos, carga de bagagens 150 kg. Nesta situação cada HP do sedã estará levando mais de 13 quilos, numa relação pior que o 1.0 só com motorista e uma mala.. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Filtro de gasolina do Suzuki Jimmy

O Samuel tinha me escrito:

"Tenho um Jimny 2011 e adoro o carrinho. Só não gostei do sistema de revisões da concessionária, onde você deixa o carro pela manhã, só pegando o carro ao final do dia sem poder ver o que foi feito, mesmo para uma simples troca de óleo.
Outro problema é o preço e a escassez de peças no mercado.
Como me cansei da concessionária, farei agora as revisões em meu mecânico de confiança. Más vamos a pergunta:
Você saberia onde fica, e como se troca o filtro de combustível do Suzuki Jimny?"

Como eu havia lhe respondido por e-mail, o filtro do Jimmy é realmente junto da bomba de combustível, no tanque de gasolina. Entrei em alguns sites americanos, especializados neste carro, buscando uma forma de orientá-lo em como trocar.

Os comentários principais são dois:
  • A troca do filtro requer a retirada da bomba do tanque.
  • A troca na maioria das vezes é desnecessária, a menos que o carro apresente indicação para tal pelo sistema de diagnóstico eletrônico (ela é recomendada preventivamente apenas aos 200.000 km rodados).
Se você tem o sistema de diagnóstico e verificou que é necessário trocar, vá em frente, o procedimento é similar ao de qualquer carro com sistema de injeção eletrônica moderno, sendo necessário retirar a bomba de combustível do tanque. Tenha cuidados óbvios por estar mexendo em área altamente explosiva! Nada de faíscas ou eletricidade estática!

Para tentar lhe dar uma ajuda, já dei uma olhada no site do Rockauto (www.rockauto.com), revendedor americano de peças multimarca e que entrega no Brasil (já comprei peças para Honda, Chrysler e Nissan com eles). O filtro de combustível do Jimmy 2011 não está disponível. Já a bomba de combustível, que não consegui saber se vem com o filtro junto, custa US$ 100,79 (mais frete e impostos).

Foto do site Japanparts.com

Num site europeu, dedicado a carros japoneses (não tive nenhuma outra experiência com eles) o filtro está sendo vendido em separado por 10,90 euros (mas eles não entregam no Brasil).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Picape na faixa de R$ 60 mil.

A assídua leitora Paula me escreveu:

"Tenho acompanhado seu blog desde que meu pai me deu a difícil tarefa de indicar um carro para eles comprarem.

Ele mora no interior do Pará e imagine quantoooos buracos exitem por lá. Ele já tem uma L200 Outdoor e gosta bastante do desempenho do carro nos buracos de lá (rsrs) mas sempre reclama que é um carro "duro" e sem conforto principalmente para viajar com a família.

Ele vai continuar com a camionete mas está querendo um carro na faixa de 60 mil, que consiga ser eficiente nos buracos e tenha mais conforto que a L200.

Eu sei que no fundo, no fundo, ele tem uma grande vontade de ter um Corolla, mas ele fica com medo da suspensão ser muito frágil e ter muita manutenção em razão das condições da estrada.
O que você nos sugere?"

Paula, a sua missão é difícil. Apesar de não conhecer o Pará, imagino como deve ser a precariedade das estradas do interior, onde seu pai trafega com frequência. Nestas estradas, uma L200 se sai muito bem, mas neste ambiente e em qualquer outro, o conforto não estará com ele. 

Esse é um compromisso difícil, robustez e conforto.

Poucos veículos são capazes desta façanha, nenhum deles na faixa de R$ 60 mil que você pretende gastar. Vale lembrar que só me baseio nos preços de carros 0 km, já que os preços e as características de usados, podem variar tanto, que eu poderia dar uma indicação errada para um leitor.

Se seu pai estiver disposto a investir mais, pode pensar numa Nissan Frontier, quase tão robusta como a L200 e bem mais confortável. A versão movida a gasolina sai por uns R$ 90 mil. Se ele puder investir um pouco mais, a SW4 da Toyota será a melhor opção, confortável como um automóvel e robusta como um Jeep.

Ainda não conheço bem, mas a imprensa comenta que a nova Ford Ranger e a nova Chevrolet S-10 também são muito confortáveis. Quanto à robustez só o tempo dirá (ambas tem versões passadas muito duráveis).

Talvez uma destas mais caras e robustas possa ser a solução para seu pai, se ele colocar a L200 no negócio, mais o valor que ele queri pagar no sedã.

Quanto a colocar um sedã em estradas de terra ou de asfalto precário, essa será uma opção demolidora para qualquer um que ele escolher, mas se ele insistir, o Corolla é o que tem a suspensão mais forte.

Se ele pensar fora das picapes e dos sedãs, diga a ele que o Renault Duster 4x4 pode ser uma boa opção. Espaçoso, confortável e robusto, conta com tração 4x4 e motor 2.0, podenso ser encontrado com preço abaixo de R$ 70 mil. Pelo mesmo preço ele pode optar por um Duster 2.0 4x2 automático, ou por R$ 60 mil, um 2.0 4x2 mecânico. Neste caso ele pode manter a L200 para as "pedreiras"...

Boa sorte para você e para seu pai na escolha.

 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Gasolina Podium aumenta o consumo (2)

Alguns leitores estão perguntando se a Petrobras se posicionou a respeito do post sobre a gasolina Podium (veja em http://carrosemduvida.blogspot.com.br/2013/01/gasolina-podium-aumenta-o-consumo.html).

Como não fiz pergunta direta à Petrobras, ela pode nem ter visto o post. Na semana que vem, caso não haja posição da empresa, eu mando uma pergunta direta para o Canal Cliente.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

O que muda com o teor de álcool na gasolina subir de 20 para 25%?

O teor de álcool na gasolina vai subir de 20 para 25%, alguns leitores estão perguntando, o que muda no motor?

Respondo: na prática quase nada.

Para quem tem carro flex e estiver abastecendo só com gasolina, o consumo vai subir um pouco. Para quem tem carro carburado, será necessário um ajuste fino na regulagem.

Vale lembrar que este teor vem variando ao longo dos anos, dependendo da disponibilidade de etanol e de outros fatores menos explícitos, mas os motores, desde a década de 90, estão preparados para ligar com estas variações sem grandes problemas.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Peugeot 308 ou Fiat Bravo Sporting?

O Nelson me escreveu, pois está planejando a troca do carro, ele tem um Peugeot 206 1.6, segundo ele, um carro 2004 que deu pouca dor de cabeça.


Ele pretende dar um salto maior, "estou na duvida entre o Peugeot 308 2.0 (151cv) e o Fiat Bravo Sporting 1.6 (130cv), mas com acabamentos de encantar o mais exigente dos clientes. Entre os itens, banco de couro com costura vermelha, ou seja, a linha que costura o couro eh vermelha com nos esportivos importados. Ambos estão na faixa dos R$ 60 mil. O que fazer?"

Começo respondendo que a escolha de um carro é sempre muito pessoal. Neste caso, eu gosto dos dois. O novo 308 está muito bonito e bem acabado, mas carece de melhor liquidez na hora da revenda. O Bravo também tem um bom desenho interno e externo, e no quesito revenda ele leva vantagem.

Dependendo de onde você mora e o tipo de uso do carro, a fragilidade da suspensão do 308 pode ser um limitante. Fique atento também às questões de cobertura das garantias e o tempo que você pretende ficar com esta nova compra. Analise quanto isto vale para você.

Numa compra racional, a minha escolha recai sobre o Fiat Bravo, mas esclareço que com o motor 1.8 16v (e-TorQ de 132 CV). Boa sorte na sua escolha, racional ou emocional.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Captiva, Sportage ou C4 Picasso (2)

O Richard escreveu:

"Obrigado Ronaldo foi esclarecedor o post. Agora fiquei curioso para saber qual carro você indicaria."

Tinha respondido para ele (em Captiva, Sportage ou C4 Picasso?) que haveria outras alternativas 0 km na mesma faixa de preço (até R$ 60 mil).

Agora dou nome aos bois...

Por este valor e se você não quer gastar dinheiro com as incertezas de um carro usado (inalienável a quem opta por eles) poderiam entrar na sua lista:
  • Hyundai Tucson mecânico (e por um pouco mais o automático), 
  • Renault Duster (e também um pouco mais cabe também o 2.0 automático). 
  • Ford Ecosport manual. 
Fora dos SUVs, cabem:
  • Renault Fluence (automático ou mecânico), 
  • Fiat, onde há várias alternativas de automatizados (Linea, Bravo, Doblò, etc),
  • Chevrolet Spin 1.8 e seu espetacular câmbio de seis marchas e sete lugares. 
  • Nissan Gran Livina 1.8 automático e com sete lugares. 
Para quem está habituado com a Honda, cabe o Fit automático, entre muitos outros de outras marcas.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Captiva, Sportage ou C4 Picasso?

O Richard está pensando em comprar um destes três carros usados, todos do ano 2010, e me perguntou qual a minha opinião a respeito. Respondo:

A Chevrolet Captiva 2.4 automática é uma boa opção para um usado de 2010. É durável, tem grande rede de concessionárias e ainda deve estar no fim da garantia de fábrica (3 anos), se o proprietário cumpriu as regras de manutenção. É caro, desvalorizou pouco, mas tende a continuar desvalorizando pouco nos próximos dois anos. É o mais bonito dos três. O motor flex bebe muito, para quem está habituado com um Honda Fit 1.5.

O Kia Sportage 2010 automático também é um ótimo carro, ainda deve estar dentro da garantia de fábrica (5 anos), mas já mudou completamente de modelo em 2011, o que deveria ter levado à uma grande desvalorização, o que não ocorreu ainda, ou seja, deve ocorrer em breve. É o mais desatualizado dos três modelos, com desenho que remete ao início dos anos 2000. O motor a gasolina bebe quase tanto quanto o da Captiva e anda menos.

O C4 Picasso tem mais espaço que todos, tem desenho externo atual, mas de gosto duvidoso. Por dentro é o mais legal, com muitas firulas eletrônicas e sete lugares. Para chegar na faixa de preço dos dois anteriores, deve ser um 2009/2010, cuja garantia já acabou. Fuja dele, a menos que você seja um mazoquista hard-core!

Se eu fosse escolher, ficaria com a Captiva, mas nesta faixa de preço (perto de R$ 60 mil), para o meu gosto, há melhores opções 0 km.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Balanço da carroceria no Chevrolet Meriva.


Alguns leitores vêm fazendo comentários sobre o comportamento dinâmico do Chevrolet Meriva. O carro, que já foi tirado de produção pela Chevrolet (ainda bem), é muito usado como táxi e várias pessoas experimentam a desagradável sensação de estar no banco de trás e com um motorista nem sempre dos mais “suaves”. Resultado: aquele “embrulho” no estômago, característico do “row” da carroceria.
O “row” (rotação, balanço lateral) é fruto de um projeto adaptado, quando a Chevrolet se viu impelida a ter um monovolume para competir num mercado aberto pelo Renault Scenic.
A solução da Chevrolet foi pegar a plataforma do Corsa (de ótima dinâmica) e “jumborizá-la”, aumentando suas dimensões. O “row” vem principalmente do aumento vertical, que eleva o centro de gravidade do veículo e faz com que ele balance desconfortavelmente mesmo em pisos regulares e pistas pouco sinuosas. Resultado: desconforto e instabilidade.
Antes que alguém pergunte eu respondo: O Renault Scenic tem a mesma característica (atenuada pela largura maior do carro) e o Citroën Picasso (seu concorrente direto aqui no Brasil) também, neste último ainda agravada pela suspensão muito macia.
Para quem vai ao volante, o desconforto não é muito perceptível (a instabilidade sim), mas para quem vai no banco de trás, a coisa é séria.