Esta semana constatei que a trava do estepe do Suzuki Gran Vitara não é capaz de impedir o roubo. Roubaram o meu, com o carro estacionado à noite numa rua da Zona Sul do Rio de Janeiro.
A trava que é liberada com a chave do carro, mas o ladrão encontrou um meio de soltá-la e levou o estepe. Fica um alerta para os demais donos do Gran Vitara, a trava é fácil de ser removida, pois o furto não deixou qualquer marca (felizmente) no carro.
Em tempo 1: a Suzuki não tem a roda para pronta entrega (leva três semanas para chegar).
Em tempo 2: a trava do estepe do Mitsubishi TR4 é igual ao do Suzuki !
Em tempo 3: a roda do Suzuki não serve em nenhum outro carro à venda no Brasil, por conta da furação !
Benvindo ao Blog Carro Sem Dúvida !
Caro Leitor, gostaria muito de ouvir suas dúvidas automotivas e também sua opinião, seja sobre temas a tratar, carros a avaliar, tendências tecnológicas ou outro assunto afeto à temática deste blog. Alerto que algumas funções do blog não funcionam bem no Internet Explorer, use outro navegador.
Mande suas perguntas para blogdoronaldomartins@gmail.com. Terei prazer em responder.
O blog agora tem o seu próprio endereço, onde passarei a fazer os novos posts, em carrosemduvida.com, mas lá continuarei com as cinco linhas principais, as quais comento aqui abaixo e à esquerda.
Obrigado pela visita, Ronaldo Martins.
sábado, 22 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Vale a pena pagar R$ 20 mil a mais num Cruze ao invés de comprar um Cobalt?
Andei ontem como passageiro num Chevrolet Cruze 1.8, com o interessante câmbio automático de seis marchas. Sentado no banco de trás, o espaço não é dos melhores e me surgiu a dúvida: vale a pena comprar um Cruze, pagar R$ 20 mil a mais e deixar de levar o Chevrolet Cobalt 1.8 com o mesmo câmbio automático de seis marchas?
Puxei conversa com o proprietário a respeito, para saber se ele tinha feito este tipo de comparação. Fiquei surpreso ao saber que ele nem cogitou em comprar o Cobalt, considerado “um carro de categoria inferior”, nas palavras dele.
Parei então para analisar.
O Cobalt ganha do Cruze em espaço interno, preço, custo de manutenção e espaço no porta-malas.
O Cruze ganha do Cobalt em design, motor, equipamentos de série, acabamento e status.
Como a escolha de um carro é sempre algo muito pessoal e depende de muitos fatores, meu conhecido optou pelo Cruze. Certamente tinha disponibilidade financeira para fazer uma aposta maior em coisas pouco tangíveis, como design e status.
Um comprador mais racional (talvez impulsionado por menos disponibilidade de dinheiro) optaria pelo Cobalt, de atributos mais mensuráveis (mais espaço e menos gastos).
Viva a diferença!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Câmbio automático comum e câmbio automático sequencial.
O Ícaro me perguntou:
"...Qual é a diferença entre um cambio automático comum e um cambio automático sequencial? Pelo o que entendi lendo algumas coisas sobre é que o cambio automático sequencial, você simplesmente troca as marchar para frente e trás? Frente – aumentar marcha, trás – reduzir marcha, é isso? Tenho essa dúvida porque tenho o interesse de comprar um FIAT 500 Cabrio. 1.4, e acredito que ele só tenha esse cambio e não o automático comum e queria entender como funciona, se dá pra colocar no automático para não precisar acionar a embreagem e não precisar tocar no cambio ou se somente precisa colocar para frente ou para trás, por favor me resuma como funciona e o que tenho de opção."
Ícaro, você está quase 100% certo. Um câmbio sequencial é aquele que você troca as marchas numa linha reta (como nas motos), não há aquela grade em duplo H que posiciona cada marcha num extremo da figura.
Os sequenciais podem ser manuais (como na maioria das motos), automáticos ou automatizados. O que os caracteriza como sequenciais é realmente a forma como as marchas são trocadas.
No caso dos automáticos ou automatizados, há duas opções. Colocar em Drive (D) e dirigir em fazer as mudanças de marcha, ou colocar no modo manual e aí você irá trocando as marchas, sequencialmente, ao seu bel prazer. Nestes dois casos não há pedal de embreagem.
"...Qual é a diferença entre um cambio automático comum e um cambio automático sequencial? Pelo o que entendi lendo algumas coisas sobre é que o cambio automático sequencial, você simplesmente troca as marchar para frente e trás? Frente – aumentar marcha, trás – reduzir marcha, é isso? Tenho essa dúvida porque tenho o interesse de comprar um FIAT 500 Cabrio. 1.4, e acredito que ele só tenha esse cambio e não o automático comum e queria entender como funciona, se dá pra colocar no automático para não precisar acionar a embreagem e não precisar tocar no cambio ou se somente precisa colocar para frente ou para trás, por favor me resuma como funciona e o que tenho de opção."
Ícaro, você está quase 100% certo. Um câmbio sequencial é aquele que você troca as marchas numa linha reta (como nas motos), não há aquela grade em duplo H que posiciona cada marcha num extremo da figura.
Os sequenciais podem ser manuais (como na maioria das motos), automáticos ou automatizados. O que os caracteriza como sequenciais é realmente a forma como as marchas são trocadas.
No caso dos automáticos ou automatizados, há duas opções. Colocar em Drive (D) e dirigir em fazer as mudanças de marcha, ou colocar no modo manual e aí você irá trocando as marchas, sequencialmente, ao seu bel prazer. Nestes dois casos não há pedal de embreagem.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Tração dianteira ou traseira? (2)
A resposta recente à pergunta da Simone acabou gerando uma dúvida recorrente entre os leitores:
Qual a melhor solução, a tração traseira ou a dianteira?
Mais uma vez a questão econômica é que define a resposta. Se você está procurando um carro econômico de comprar e usar, os de tração dianteira (e motor transversal) são as melhores opções. Estes carros também são os mais fáceis de se dirigir, por conta de suas características dinâmicas.
Mas, por outro lado, se você busca um carro de maior performance, para quem gosta (e sabe) dirigir, a opção por um carro de tração traseira seria a opção natural. Fique ciente que ele será menos eficiente energeticamente falando, se comparado a um carro semelhante de tração e motor dianteiros, mas vale lembrar que a eficiência energética não está ligada somente à configuração de tração. Um bom acerto de motor pode equilibrar as coisas muito facilmente.
Vale um exemplo: o Hyundai Tucson (motor e tração dianteiros) é mais beberrão que o Suzuki Gran Vitara (motor dianteiro e tração traseira). Os japoneses conseguiram um acerto entre motor e câmbio que compensaram o uso do eixo cardâ, sem perda de performance.
Em tempo, os grandes esportivos, são dotados de tração traseira (Porsches, Lambos, Ferraris, Mustangs, Camaros, etc), ou em alguns casos, tração integral (Subarus, Mits Evo, etc).
Não existe nenhum esportivo "sério" de tração dianteira.
Qual a melhor solução, a tração traseira ou a dianteira?
Mais uma vez a questão econômica é que define a resposta. Se você está procurando um carro econômico de comprar e usar, os de tração dianteira (e motor transversal) são as melhores opções. Estes carros também são os mais fáceis de se dirigir, por conta de suas características dinâmicas.
Mas, por outro lado, se você busca um carro de maior performance, para quem gosta (e sabe) dirigir, a opção por um carro de tração traseira seria a opção natural. Fique ciente que ele será menos eficiente energeticamente falando, se comparado a um carro semelhante de tração e motor dianteiros, mas vale lembrar que a eficiência energética não está ligada somente à configuração de tração. Um bom acerto de motor pode equilibrar as coisas muito facilmente.
Vale um exemplo: o Hyundai Tucson (motor e tração dianteiros) é mais beberrão que o Suzuki Gran Vitara (motor dianteiro e tração traseira). Os japoneses conseguiram um acerto entre motor e câmbio que compensaram o uso do eixo cardâ, sem perda de performance.
Em tempo, os grandes esportivos, são dotados de tração traseira (Porsches, Lambos, Ferraris, Mustangs, Camaros, etc), ou em alguns casos, tração integral (Subarus, Mits Evo, etc).
Não existe nenhum esportivo "sério" de tração dianteira.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Interessante site de carros de todo o mundo!
Meu amigo Machado me mandou um endereço de um site de carros que tem fotos e informações de carros do mundo todo, de várias épocas, numa compilação rara e interssante.
Vale a pena visitar e guardar nos seus favoritos. Já marquei nos meus.
WWW.PLANETCARSZ.COM
Vale a pena visitar e guardar nos seus favoritos. Já marquei nos meus.
WWW.PLANETCARSZ.COM
domingo, 9 de dezembro de 2012
Tração dianteira ou traseira?
Minha amiga Simone me perguntou a razão pela qual existem carros com tração dianteira e outros com tração traseira.
A resposta não é simples e envolve muitos fatores, mas o principal deles foi o econômico.
Nos primórdios da indústria automobilística, os carros tinham motor dianteiro, caixa de marchas acoplada a ele e tração traseira, sendo a caixa ligada à tração (diferencial) por um eixo cardâ.
O VW Beetle (nosso Fusca) mostrou ao mundo que outras configurações eram viáveis. Mérito de Ferdinand Porsche, que o projetou. No Fusca original o motor, a caixa e o diferencial eram todos montados juntos na traseira do carro.
Na Itália e na Inglaterra, carros pequenos e baratos do pós-guerra começaram a experimentar novas configurações, o que acabou por consagrar na Europa a configuração motor, caixa e diferencial dianteiros, muito mais barata que a adotada nos EUA (motor dianteiro, montado junto à caixa de marchas e diferencial traseiro, com o sistemas ligados pelo eixo cardã). A configuração europeia prescindia do cardã, tornando o carro mais leve e mais barato. Acabava também o túnel central, que ocupava grande espaço interno no piso dos carros de tração traseira e motor dianteiro.
A crise do petróleo dos anos 70 e 80 acabou empurrando a configuração europeia também para outros mercados, atingindo a Ásia e os carros populares americanos. Hoje no Brasil, a grande maioria dos carros e comerciais leves são dotados de motor, caixa e diferencial dianteiros.
As picapes médias são exceção à esta regra (Hilux, Ranger, S-10, etc).
Vale lembrar, há enormes diferenças técnicas entre as trações dianteira e traseira, mas acho que não era a dúvida da Simone.
A resposta não é simples e envolve muitos fatores, mas o principal deles foi o econômico.
Nos primórdios da indústria automobilística, os carros tinham motor dianteiro, caixa de marchas acoplada a ele e tração traseira, sendo a caixa ligada à tração (diferencial) por um eixo cardâ.
O VW Beetle (nosso Fusca) mostrou ao mundo que outras configurações eram viáveis. Mérito de Ferdinand Porsche, que o projetou. No Fusca original o motor, a caixa e o diferencial eram todos montados juntos na traseira do carro.
Na Itália e na Inglaterra, carros pequenos e baratos do pós-guerra começaram a experimentar novas configurações, o que acabou por consagrar na Europa a configuração motor, caixa e diferencial dianteiros, muito mais barata que a adotada nos EUA (motor dianteiro, montado junto à caixa de marchas e diferencial traseiro, com o sistemas ligados pelo eixo cardã). A configuração europeia prescindia do cardã, tornando o carro mais leve e mais barato. Acabava também o túnel central, que ocupava grande espaço interno no piso dos carros de tração traseira e motor dianteiro.
A crise do petróleo dos anos 70 e 80 acabou empurrando a configuração europeia também para outros mercados, atingindo a Ásia e os carros populares americanos. Hoje no Brasil, a grande maioria dos carros e comerciais leves são dotados de motor, caixa e diferencial dianteiros.
As picapes médias são exceção à esta regra (Hilux, Ranger, S-10, etc).
Vale lembrar, há enormes diferenças técnicas entre as trações dianteira e traseira, mas acho que não era a dúvida da Simone.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Fusca também é arte!
Os Fuscas já foram tema de muitas obras de arte. Uma das mais interessantes é a obra de Jarbas Lopes, batizada de Troca-Troca, exposta no fantástico Museu do Inhotim, em Brumadinho, MG.
Jarbas restaurou e equipou os três Fuscas com pesados sistemas de som e brincou com as cores em cada um dos carros expostos, criando uma imagem com a qual estamos familiarizados e ao mesmo tempo inusitada, brincando com os sentidos do observador.
Jarbas restaurou e equipou os três Fuscas com pesados sistemas de som e brincou com as cores em cada um dos carros expostos, criando uma imagem com a qual estamos familiarizados e ao mesmo tempo inusitada, brincando com os sentidos do observador.
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