Estas fotos são de um carro quase idêntico ao que dirigi.
km inicial do teste – cerca de 6.000 km
Km rodados – cerca de 800 km
Local do teste – Houston / Texas / Estados Unidos / Maio 2001
Cenário de teste – cidade e vias expressas
Comentário inicial - O Focus americano é o mesmo carro fabricado no Brasil pela Ford até 2009, quando o modelo foi definitivamente substituído pela nova geração, que é compartilhada com a Europa (e que não chegou aos Estados Unidos).
Na direção – A direção é leve, progressiva e não muito direta, transmite poucas irregularidades do solo, bem ao gosto americano. A sensação ao volante é agradável, de conforto e segurança. O volante tem ótima pega. O desenho do painel foge do lugar comum e impressiona até os dias de hoje.
Do motor e câmbio – O quatro cilindros, de dois litros, é silencioso e vibra pouco, leva bem o carro, como um sedã (pequeno para o padrão americano) de família. Não há pretensões esportivas, as respostas ao acelerador são meio lentas. O câmbio é bem escalonado e as trocas de marcha são quase imperceptíveis. Um câmbio de cinco marchas ajudaria o motor a ter respostas mãos rápidas.
Da suspensão e do chassis – Macia em todo o curso, beirando ser “molenga”. O carro aderna nas curvas, o que não permite uma tocada mais esportiva, o que é coerente para a proposta de um sedã de caráter familiar (a mensagem da Ford era: você pode ter um sedã pequeno e econômico tão confortável quanto a sua “banheira”). A carroceria é firme e muito bem acabada.
Do acabamento e conforto – O acabamento é muito bem cuidado, materiais de boa qualidade, o som é bom, o nível de ruído é baixo e a vida a bordo é fácil, com portas largas e acesso fácil. A sensação é de conforto e qualidade. Não há firulas eletrônicas. O desenho da carroceria é atraente, ditando tendências no início dos anos 2000.
Pontos fortes – Rodar macio e silencioso. Espaço interno e no porta-malas. Ótimo acabamento.
Pontos fracos – Motor de reações lentas. Desvalorização do modelo no Brasil, depois da chegada das versões mais atuais.